segunda-feira, 25 de julho de 2011

ALGUMAS LETRAS AUTORAIS

QUASE UM MÊS

Eu já parei de chorar
E eu acordo de manhã
Deixo o sol entrar no quarto que esteve sombrio


Da janela eu posso ver
Que o tempo não parou   
Que a vida continua fluir como um rio


Aos poucos eu me vejo seguindo em frente
A dor que insiste
Vai me deixar, deixar...


Se  tempo nunca volta atrás
Bem, lá se vai
Quase um mês


E o sol já muda os dias
Que fazem chover...


É só quando a noite cai
Que ainda penso em você
Mas apesar de tudo eu durmo um sono tranquilo


O seu coração no pé
É o que faz você assim
E o seu medo é tão exato, seus atos tão frios


Aos poucos eu me vejo seguindo em frente
A dor que insiste
Vai me deixar, deixar...


Se  tempo nunca volta atrás
Bem, lá se vai
Quase um mês


E o sol já muda os dias
Que fazem chover...




SOBRE A CIDADE


Me fale
Sobre a cidade
De coisas que por hoje me interessam
E até mesmo do tempo ou de sábado que vem e o que passou


Me fale
Sobre as prímicias
De amores tidos a primeira vista
De um filho que acabou de nascer e feito de amor...


Me fale de música
De um filme que ainda eu não vi
Das flores mais rústicas
das cores de Romero, Andy Warhol


Me fale de música
De um livro que ainda eu não li
Das flores
Mais rústicas
Do "abraço" de Romero
Do que me faz sorrir
Me fale de
Felicidade...


Esqueça
Se é má notícia
Se não puder alegrar o meu dia
Só deixe então eu ir, ir por onde for apenas, por favor


Me deixa
Só por esse dia
Saber mais sobre a minha própria vida
Eu quero ter mais tempo pro que faz
Passar a dor...


Me fale de música
De um filme que ainda eu não vi
Das flores mais rústicas
das cores de Romero, Andy Warhol


Me fale de música
De um livro que ainda eu não li
Das flores
Mais rústicas
Do "abraço" de Romero
Do que me faz sorrir
Me fale de
Felicidade...


Me fale de
Felicidade...




HOJE MESMO (Pequeno Poema Sem Noção)


Decidi me vingar:

Não entregarei tão fácil o meu corpo aos inevitáveis efeitos do tempo.

Não deixarei que esse pensamento, essa idéia, essa concepção confusa de sua mente me faça ter vergonha do que sou me encerrando no frio e no escuro.

Não mudarei minha fala, não mudarei minha expressão e não limitarei o meu espaço.

Não pense que vou chorar agora ou depois, e nem que vou implorar por migalhas que logo estarão vencidas, tão mais rápidas pelo sedentarismo da sua alma.

Não pense que me entregarei às suas condições nem pense que deixarei que suas escolhas de um modo negativo venham me afetar.

Menos ainda, não pense que no final, sou eu quem pagará as despesas da sua festa insana e o prazer que destes aos outros: sua beleza, sua fortuna, o melhor de sua juventude, sua energia e o melhor de si. 

Quer saber, vou à academia.

Vou malhar.

Hoje mesmo.

E à noite vou dançar.

Vou arrazar! 

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