quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

GAYS ou VEADINHOS???? EIS A GERAÇÃO!!!

Anos de 1980. Naquela época, eu lembro bem, havia Menudo, havia Show da Xuxa e as Paquitas (sim, debilóides. Show se escreve com SH e não com X). Mas para a minha sorte, existia também Renato Russo, Cazuza, e havia também Michael Jackson, Elton John, Fred Mercury... Todos tão gays como eu, mas com muita coisa na cabeça sem ser merda!
Digo pra minha sorte porque meus irmãos, bem mais velhos do que eu, deixavam o rádio a vitrola ligada naquele pessoal que sabe ou sabia cantar, levando uma mensagem bacana às pessoas e não as fazendo pular feito retardadas, cantando musiquinhas banais de duas palavras somente.
            Por ser muito mais novo que meus irmãos, levei muita porrada deles. Mas com eles também aprendi a ouvir MÚSICA! MÚSICA, eu digo. Não lixo! Eu ainda ouvia ABBA, Diana Ross, Frank Sinatra, Charles Azsnavour, Amelinha, Beto Guedes, Emílio Santiago...
            De certo, se eu tivesse nascido uma década depois, meu gosto musical seria duvidoso. Pior, minhas atitudes, meu comportamento seriam duvidosos!  Já pensou eu saindo à rua rebolando e gritando: ui, ui, ui! Quero mamar teu pau ali atrás da banca, vem cá!
Não, não. Esse não seria eu. Já que não tem jeito, se a minha sina é gostar de um homem trepado encima de mim, prefiro que ele me trepe encima de uma cama! Não espere homens, que vou tomar hormônios femininos e andar rebolando na rua que eu não vou! Se quiserem me comer, me comam do jeito que eu sou: de cavanhaque, barba e voz grave!
Mas dizem por aí: - Gosto é que nem cú! - Talvez quem inventara essa frase, tera sido algum fã da rainha dos veadinhos baixinhos, que se esqueceu de crescer, ou fã de Ivete Zé Pelintra Sangalo, ou de Beyonce, ou de Rhianna, sei lá. Talvez tera sido mesmo algum veadinho menininho lindo que gostaria de ser como essas marketeiras que sabem realmente atingir em cheio seu público-alvo, transformando a cabeça de seus fãs em lata de lixo.
O que esses meninos (alguns amigos, inclusive) de dezoito, vinte, vinte e cinco anos de idade têm na cabeça, me pergunto?! Por que precisam andar rebolando, deixando o cabelo crescer, vestindo calça apertadinha e forçando a voz pra falar menos grave?! Afff... E o que eles ouvem é de dar dó! Deve ser mesmo muito xou Show da Xuxa na cabeça! Os gays da minha geração queriam ser Cazuza, Renato Russo, Herbert Vianna, Dinho Ouro Preto... Mas os veadinhos gays de hoje em dia, todos querem ser Ivetes, Cláudias, Sandys, Beyonces, Rhiannas...
Ah, esses moços, pobres moços... ah, se soubessem o que eu sei...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

TRIBUTO À AMY WINEHOUSE  - 14/09/1983 - 23/07/2011


Sim, ela esteve por aqui, mas ela se foi
Sim, ela esteve por aqui, mas agora ela já se foi 

Como eu poderia esquecer?
Ela apareceu de repente e logo se mostrou
Alguma vez ouvia-se ela cantar e quando ela começava
Todos ficavam em silêncio para ouvir aquela voz
Sim, ela esteve por aqui, mas agora ela já se foi

Outras vezes parecia que ela ia quebrar tudo
Muitos drinks e cocaína, parecia não se importar
Aquele corpo magro, maculado, tão jovem e cansado...
Falou de um tal de Ray e de um tal senhor Hathway

Sim, ela esteve por aqui, mas ela se foi

Só não sei dizer a direção para onde ela seguiu
Se ela subiu àquela rua ou se ela desceu, não, não sei
Talvez tenha ido encontrar alguns colegas, em algum lugar da pesada
Ou talvez só tenha ido descansar a dor de um coração partido
De volta ao luto!
De volta ao luto!
Sim, ela esteve por aqui, mas agora ela se foi
Sim, ela esteve por aqui, mas agora ela já se foi...




Uma grande cantora. Um desperdício de talento! Não vivi o tempo de Janis Joplin, nem de James Morrison, nem de Jimmy Hendrix... Mas vivo o tempo que Amy Winehouse viveu.

Denny

ALGUMAS LETRAS AUTORAIS

QUASE UM MÊS

Eu já parei de chorar
E eu acordo de manhã
Deixo o sol entrar no quarto que esteve sombrio


Da janela eu posso ver
Que o tempo não parou   
Que a vida continua fluir como um rio


Aos poucos eu me vejo seguindo em frente
A dor que insiste
Vai me deixar, deixar...


Se  tempo nunca volta atrás
Bem, lá se vai
Quase um mês


E o sol já muda os dias
Que fazem chover...


É só quando a noite cai
Que ainda penso em você
Mas apesar de tudo eu durmo um sono tranquilo


O seu coração no pé
É o que faz você assim
E o seu medo é tão exato, seus atos tão frios


Aos poucos eu me vejo seguindo em frente
A dor que insiste
Vai me deixar, deixar...


Se  tempo nunca volta atrás
Bem, lá se vai
Quase um mês


E o sol já muda os dias
Que fazem chover...




SOBRE A CIDADE


Me fale
Sobre a cidade
De coisas que por hoje me interessam
E até mesmo do tempo ou de sábado que vem e o que passou


Me fale
Sobre as prímicias
De amores tidos a primeira vista
De um filho que acabou de nascer e feito de amor...


Me fale de música
De um filme que ainda eu não vi
Das flores mais rústicas
das cores de Romero, Andy Warhol


Me fale de música
De um livro que ainda eu não li
Das flores
Mais rústicas
Do "abraço" de Romero
Do que me faz sorrir
Me fale de
Felicidade...


Esqueça
Se é má notícia
Se não puder alegrar o meu dia
Só deixe então eu ir, ir por onde for apenas, por favor


Me deixa
Só por esse dia
Saber mais sobre a minha própria vida
Eu quero ter mais tempo pro que faz
Passar a dor...


Me fale de música
De um filme que ainda eu não vi
Das flores mais rústicas
das cores de Romero, Andy Warhol


Me fale de música
De um livro que ainda eu não li
Das flores
Mais rústicas
Do "abraço" de Romero
Do que me faz sorrir
Me fale de
Felicidade...


Me fale de
Felicidade...




HOJE MESMO (Pequeno Poema Sem Noção)


Decidi me vingar:

Não entregarei tão fácil o meu corpo aos inevitáveis efeitos do tempo.

Não deixarei que esse pensamento, essa idéia, essa concepção confusa de sua mente me faça ter vergonha do que sou me encerrando no frio e no escuro.

Não mudarei minha fala, não mudarei minha expressão e não limitarei o meu espaço.

Não pense que vou chorar agora ou depois, e nem que vou implorar por migalhas que logo estarão vencidas, tão mais rápidas pelo sedentarismo da sua alma.

Não pense que me entregarei às suas condições nem pense que deixarei que suas escolhas de um modo negativo venham me afetar.

Menos ainda, não pense que no final, sou eu quem pagará as despesas da sua festa insana e o prazer que destes aos outros: sua beleza, sua fortuna, o melhor de sua juventude, sua energia e o melhor de si. 

Quer saber, vou à academia.

Vou malhar.

Hoje mesmo.

E à noite vou dançar.

Vou arrazar! 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Light, as Tampas de Bueiros Voadoras e a Favelização na Cidade.

    Parece que o termo "área de risco" está mesmo embrenhado no cotidiano da Light, uma das duas empresas que tem a concessão de serviços de energia elétrica no Rio de Janeiro. Tornou-se um perigo andar pelas ruas do Centro e da zona sul da cidade, por conta de explosões de transformadores subterrâneos da companhia. Há quem diga que não temos mais as balas perdidas. A VIBE agora é campo minado! Um dos casos de maior repercursão foi em Copacabana, em Junho de 2010, quando dois turistas americanos foram atingidos e feridos gravemente com a explosão de dois desses transformadores. Eu lembro que nessa época eu trabalhava para a companhia no setor de recuperação de energia metropolitana. Eu fazia parte de uma pequena equipe coordenada por uma engenheira, pessoa que destoava da maioria ali por sua bonice, humildade e iniciativa. Na ocasião, ela foi chamada a coordenar um dos setores do subterrâneo e questionou-me se eu não queria continuar trabalhando com ela, agora naquele outro setor. Não, obrigado! - Imagina, de lá pra cá as explosões continuam acontecendo.







    Na verdade seis anos trabalhando para a companhia e vendo as coisas ao redor, fizeram eu pedir pra sair alguns meses depois. Enquanto ainda trabalhando na empresa, não demorei muito pra perceber que uma das grandes responsáveis pela favelização contínua no Rio de Janeiro é a própria companhia de eletricidade. Quando fui contratado, a princípio, comecei desenhando projetos de extensão de rede elétrica em comunidades que estavam surgindo principalmente na Baixada Fluminense e Zona Oeste. As pessoas que viviam nessas áreas eram pobres, mas muitas delas possuíam muitos aparelhos elétrico-eletrônicos e algumas já viviam ali por muitos anos e tendo energia elétrica de forma clandestina, pois não havia rede no local. Elas não tinham noção nenhuma do valor de uma conta de luz. A maioria se alegrava com a nossa chegada para projetar a instalação da rede porque desejavam uma eletricidade melhor e que evitasse então as queimas constantes de seus eletrodomésticos. Aqueles que talvez tivessem noção do valor de uma conta de luz eram os que não gostassem da nossa presença. Pra mim era claro como água que, se eu voltasse depois de alguns meses aos locais onde ajudei a projetar redes elétricas, eu encontraria a maioria das pessoas de volta a irregularidade, pois não estavam habituadas pagar conta de luz.  E tendo uma energia elétrica de melhor qualidade e “de graça”, a tendência da comunidade é sempre crescer cada vez mais. Barracos, becos, mais barracos e mais becos... E o tráfico, que tem como uma característica esconder-se covardemente atrás de uma comunidade carente, e que muitas vezes fez com que eu e muitos colegas, impedidos de executar nossos serviços,  justificássemos como  AR - área de risco. Era onde eu observava o erro da Empresa: instalação de modelo de projetos anacrônicos, em lugares de ocupação irregular, facilitando o roubo de energia elétrica e contribuindo para a favelização na cidade. Tudo somado a tradicional má vontade dos governantes em executar uma boa política habitacional, é claro! Pereira Passos que o diga.












































Gatinho sou eu.

Esse é o meu Blog.

Abraço fraterno!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Prazer, Gatinho!


Sim, Gatinho! Mas nem adianta vir com aquelas piadinhas porque já nem colam mais. Aliás, nunca colou! Quem tentava me sacanear com piadinhas do tipo: -"Gosta de leitinho, gatinho?" Eu respondia na lata: - "De quatro, amor! Adoro!" Mas por quê Gatinho? Bem, tempos atrás eu participei de uma daquelas dinâmicas de grupo e perguntaram a cada participante que bicho gostaria de ser. Eu como nunca levei a vida muito a sério, respondi com todo descaramento do mundo: - Um gatinho! Podem imaginar a zorra que foi essa hora, não é?! Daí então, há seis anos, muitos colegas da empresa nem sabem qual o meu verdadeiro nome. Ex-colegas, aliás. Há exatos três meses sem ter emprego, sim eu estou! E também sem aquela minha maldita banda de pop/rock, que há uns vinte dias se foi, acabou - desculpem a rima. Mania de compositor! E vejam no que deu todo esse tempo do mundo que tenho agora sem fazer nada de útil pra ninguém!

Bom, Não que eu tenha a pretenção de abordar sempre essa temática mas, andei navegando por aí e vi coisas que me inspiraram o nome do blog. Tipo: num site em que dá oportunidade para os telespectadores fazerem perguntas aos autores de novelas, uma cidadã escreveu para Gilberto Braga e Ricardo Linhares, dizendo mais ou menos assim: " Oi, Gilberto! Olha, a minha vida dá uma novela também. Você não quer escrever não? Pensa nisso!

E outra que dizia: Oi, Gilberto! Olha, eu não gosto do André (Insensato Coração). Ele é arrogante. Não dá pra tirar ele da novela não?

Vixe! Muito sem noção, né?! Querendo agora ensinar os padrecos a rezarem a missa!

Sem noção também anda muita gente por aí, discutindo pelas ruas a tal união estável entre gays, que foi aprovada pelo STF. Precisa mesmo colocar Deus nessa história, galera? Hipocrisia que só, hein?! Aqueles que dizem que isso é ofensa as leis de Deus, são os mesmos que se encontrarem um telefone celular na rua, retiram o chip com as informações do dono, jogam-o fora e afanam o aparelho! E nessa hora ninguém pensa em Deus! Particularmente, acho que o bom caráter de alguém é mais valioso e vem antes da opção sexual de cada um. E esse bom caráter, podemos ver e ter nos pequenos gestos, no dia-a-dia e no altruísmo. E o contrário, não me interessa!


SÓ DE SACANAGEM

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!











De Elisa Lucinda.


Bom, dias sim, dias não e entre tampas de bueiros voando pela cidade, vou sobrevivendo sem nenhum arranhão.

Esta é minha estréia como bloggueiro.

Gatinho sou eu.

E hoje fico por aqui.

Abraço fraterno!